Juros, valuation e dólar: por que 2026 pode ser um ano de oportunidades na bolsa?
09 de março de 2026

09 de março de 2026
A bolsa brasileira apresentou um desempenho notável em 2025. Mesmo em um ambiente de juros bastante elevados, o Ibovespa acumulou alta de 34,0% no período[1], superando amplamente o CDI, com cerca de 14,3%, o IMA-B[2], na casa dos 13,2%, e outros benchmarks do mercado.
Diante desse desempenho expressivo, muitos investidores se perguntam se é hora de voltar para o mercado de ações e surfar essa tendência positiva ou se a oportunidade já passou e agora a o movimento de alta deve perder fôlego. No Patria Investimentos, temos uma visão clara sobre o tema: os sinais sugerem um forte potencial de valorização em 2026.
Nossa posição se baseia nos fundamentos econômicos, nas tendências já delineadas para o ano que começa e nos padrões históricos de comportamento da bolsa brasileira. Embora o desempenho passado não garanta resultados futuros, entender como o mercado reagiu em contextos semelhantes ajuda a formar uma visão mais embasada sobre sua dinâmica e sobre o potencial de valorização que se abre em momentos de inflexão.
Alinhamento de fatores em 2026
Historicamente, as ações negociadas em bolsa no Brasil entregam retornos acima da média quando existe um alinhamento claro entre três fatores econômicos e de mercado: a queda da taxa de juros, um dólar estável ou em enfraquecimento vis-à-vis o real e valuations descontados.
Não é preciso ir muito longe para confirmar a tese. Nos últimos 20 anos, essa convergência ocorreu algumas vezes – e, em todas elas, resultou em ciclos expressivos de valorização. No ciclo iniciado em 2005, o Ibovespa avançou cerca de 85% nos dois anos seguintes ao primeiro corte de juros. No de 2009, o movimento também foi robusto, com alta próxima de 84% no mesmo intervalo. No de 2020, em meio à pandemia, o índice acumulou aproximadamente 66% em 24 meses[3].
Esse histórico ganha relevância no contexto atual porque, cinco anos depois, os fatores finalmente voltam a se alinhar - o que sugere uma oportunidade pouco frequente para o investimento em equities. Os sinais são bastante evidentes.
Depois de mais de um ano de aperto monetário, em que a taxa Selic chegou ao ápice de 15%, a atividade econômica começou a mostrar desaceleração no segundo semestre, o que levou a inflação a perder força e a convergir com o teto da meta. Diante desse movimento, o mercado passou a enxergar como provável o início do ciclo de corte de juros no primeiro trimestre de 2026.
Quando isso acontece, o comportamento do mercado é conhecido. De um lado, as empresas se beneficiam da redução do custo de capital, que favorece novos investimentos produtivos e o aumento do consumo por parte da população. De outro, os retornos da renda fixa ficam menos atraentes, e parte dos investidores voltam a olhar para ações. Trata-se de uma combinação que contribui diretamente para a valorização da bolsa.
Ao mesmo tempo em que as condições parecem cada vez mais firmes para o corte de juros, o dólar perde força globalmente. O índice DXY – a medida da força da moeda americana frente a uma cesta de moedas – registrou meses consecutivos de queda no primeiro semestre de 2025 e encerrou o ano com 9,4% de desvalorização acumulada[4]. Em ambientes como esse, o fluxo para mercados emergentes tende a aumentar - e o Brasil normalmente se beneficia disso.
O terceiro pilar são os valuations. Ao final de 2025, o Ibovespa estava sendo negociado a 9.1 vezes lucros, bem abaixo da média de 13 vezes observada nos 12 meses após o início dos últimos 6 ciclos de corte da Selic. Essa diferença cria uma assimetria evidente, na qual acreditamos haver espaço para uma reprecificação potencial próxima de 42,8% ao longo do ciclo.
Como aproveitar as oportunidades?
Uma forma eficiente de capturar esse movimento é por meio de fundos de gestão ativa[5]. Em momentos de transição, a capacidade de ajustar carteiras, identificar assimetrias e reagir rapidamente às mudanças de cenário pode fazer diferença significativa no resultado.
O Patria Long Biased é um exemplo claro dessa abordagem. Desde seu início, em outubro de 2020, o fundo entregou 166,6% de rentabilidade líquida acumulada[6], superando todos os principais benchmarks no período: o CDI avançou 68,7% e o Ibovespa 71,5%. Já em 2025, o fundo entregou 57,4% de rentabilidade líquida6 versus 14,3% do CDI e 34% do Ibovespa. Seu Índice de Sharpe de 0.84 desde o início, também demonstra eficiência na relação risco-retorno.
Já o Patria Pioneiro Long Only, estratégia lançada em janeiro de 2025, terminou o ano com um retorno líquido de 43,9%. Essa estratégia, a qual possui uma carteira mais concentrada que o Long Biased, e focada 100% no Brasil, têm como objetivo superar o mercado em diferentes ciclos macroeconômicos.
Essas performances são sustentadas por uma plataforma robusta. A área de Equities do Patria reúne 22 profissionais dedicados, com experiência média de 20 anos na análise de empresas e nos mercados brasileiro e latino-americano. A equipe combina perspectiva fundamentalista profunda, conhecimento setorial e a visão de negócio construída ao longo de décadas nas áreas de Private Equity, Infraestrutura e Crédito da gestora. O resultado é um processo mais completo para identificar valor e navegar ciclos.
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[1] https://www.b3.com.br/pt_br/noticias/ibovespa-b3-encerra-2025-com-32-recordes-historicos-e-alta-acumulada-de-34.htm#:~:text=*%20%C3%8Dndices.%20*%20Regula%C3%A7%C3%A3o.
[2] https://data.anbima.com.br/indices
[3] Apresentação Patria Equities Brasil – Base de dados Bloomberg em dezembro 2025.
[4] Apresentação Patria Equities Brasil – Base de dados Bloomberg em dezembro 2025.
[5] Este material é meramente informativo e não considera os objetivos de investimentos, a situação financeira e/ou as necessidades individuais de um determinado grupo de investidores. Recomendamos a consulta de profissionais especializados para decisão de investimento.
[6] A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. Fundos de investimentos não contam com garantia do administrador, do gestor, de qualquer mecanismo de seguro ou do Fundo Garantidor De Créditos – FGC.